24 de janeiro de 2018

Os 10 clichês mais comuns dos filmes de terror (Dica de Filme)


Caveira (Placcido)

Quando se fala de filmes de terror, existe um aparato de cenas que são especialmente feitas para tentar assustar o telespectador, ou para de alguma forma ajudar o diretor a dar uma continuidade ao roteiro. Resolvi fazer um resumo dos principais clichês desses filmes, que apesar de já estarmos acostumados com a maioria deles, estão presentes até nos mais recentes. 

1 – Jump Scare (o barulho): Quando o personagem está fazendo algo geralmente muito simples, (como pentear os cabelos ou andando devagar pela casa), de repente a criatura aparece trazendo consigo um barulho de chocar os tímpanos, te causando um "susto", pela variação repentina do áudio. Esse recurso é tão utilizado e tão clichê que alguns filmes se utilizam dele várias vezes. É um recurso simples, e que particularmente não gosto muito, porém, o jump scare quando bem utilizado, pode sim ser um boa técnica para incrementar a obra.  

2 – O celular nunca funciona: A pobre protagonista consegue escapar do seu perseguidor, ela pega seu celular para chamar o socorro, o que você acha que acontece? É óbvio, o celular não funciona. Não sei das operadoras americanas, mas acho que o viver sem fronteiras não funciona com eles (nem no Brasil). Esse claro foi apenas um exemplo, existem ainda os casos que o celular está descarregado, ou que quem atende a ligação é o assassino ou entidade do mal. São soluções desenvolvidas para não se acabar o filme com 10min com a chegada da polícia. É um recurso que até pode ser interessante, se não fosse colocado todas as vezes de forma tão óbvia. 

3 – A Polícia: Falando em polícia, não podemos esquecer do fato de que os patrulheiros sempre estarão lá, mas quando o filme estiver acabando, para dar um cobertor pra mocinha.

4 – O carro: Mecânicos em filmes de terror devem ser muito caros, ou no mínimo os carros não gostam de pessoas e querem que elas morram. É muito comum você ver algum personagem fugindo até o carro, e quando chega lá descobre que infelizmente ele não funciona. Aqui existem algumas variações, o assassino as vezes tem um poder de dedução e estraga o carro de alguma jeito, ou o personagem consegue ligar o carro mas bate 1min depois. Não esqueça ainda de que o assassino ou fantasma já pode estar escondido no banco de trás do automóvel.

5 – Tem alguém aí?: Quando o protagonista está assustado por que por acaso ouviu algum barulho, começa a andar vagarosamente pela casa, é aí que acontece o celebre clichê: “Tem alguém aí?” O chato é que o fantasma nunca responde: “Sim, estou aqui!”.

6 – O escorrega: Como se os personagens colocassem patins numa pista de sabão na hora de fugir, elas ou eles sempre tropeçam num galho e metem a cara no chão. O recurso é usado de duas maneiras diferentes, o mais comum é a personagem cair, mas ainda sim conseguir levantar e correr, isso pra tentar dar uma tensão maior a perseguição, em outros casos, ao cair a personagem é já capturada.

7 – O espelho: Esse funciona com o primeiro clichê, (jump scare), por que os dois funcionam muito bem juntos. Mas o espelho vai além, quando a personagem entra no banheiro para pegar algum remédio, escovar os dentes ou algo do tipo, o espelho é mostrado com alguma coisa atrás dela, na maioria das vezes a personagem nem percebe o que está lá. Esse recurso ficou tão desgastado que alguns filmes te pregam uma pequena peça, alguns diretores enjoados passaram a criar um clima na cena do espelho, mas por fim não aparecer nada, só mesmo pra você criar a expectativa.

8 e 9 – A viagem (E a casa assombrada): Na tentativa de dar um clima mais pesado a trama, alguns diretores querem te passar a sensação de isolamento, e isso fica meio complicado quando a entidade está num apartamento de Nova Iorque. É por isso que muitos utilizam o recurso de uma viagem de férias, para que os personagens possam chegar em uma casa isolada. Aqui, nessa casa no “fim de algum mundo”, os personagens descobrem que ela é assombrada, e que por acaso foi palco de algum crime ASSUSTADOR. Uma pena que as entidades prefiram estar tão longe.

10 – A Morte: Por último, e uma outra solução simples para o estender o roteiro, é o fato dos personagens nunca conferirem ou “terminarem o serviço” de acabar com o vilão. Em dada cena, um dos personagens consegue acertar o cramunhão que fica estendido no chão desfalecido, mas, "por alguma razão desconhecida que você já conhece", esse personagem foge sem terminar de matar o tinhoso, para infelizmente morrer cinco minutos depois. 

E aí, existem mais clichês que você lembra e que não citei aqui? Comenta aí abaixo. Um abraço.

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Imagem de: Giselly | Pixabay