20 de março de 2016

A Bruxa (Dica de Filme)

A Bruxa (Placcido)

ATENÇÃO, SPOILERS!

O mercham feito sobre esse filme foi tão grande, que fiquei ansiosíssimo para assistir, tanto que me esforcei mais do que normalmente me esforço por um filme, bem, valeu a pena!

“Um adendo para os pais: Por favor, não levem seus filhos para esse exemplo de filme, A Bruxa tem classificação indicativa de 16 anos, e mesmo assim o que não faltou na minha sessão foram crianças, algumas aparentando ter até menos de 10 anos. Será possível que vocês pais não leem a classificação indicativa? Enfim, é uma dica”.

Já esclareço que uma coisa que o filme não tem é sustos, isso mesmo, (mas como assim, um filme de terror que não tem sustos?), os sustos a que me refiro são aquelas barulhos altos do nada, aquelas cenas em que tudo está calmo e de repente o diabo aparece gritando... Esse tipo de cena é uma apelação, me atrevo a dizer que é a demonstração da incapacidade do diretor de fazer um filme de terror descente, ou seja, por não ter isso, A Bruxa já ganhou o meu respeito. Parabéns ao diretor Robert Eggers por não considerar esse tipo de cena que para mim é mais do que chato, no entanto, isso está longe de ser o trunfo do diretor, que mesmo estando em sua estreia, conseguiu colocar um ar sombrio e com um terror principalmente psicológico, conquistar os amantes do terror.

A história se passa em torno de uma família que foi expulsa da comunidade em que viviam por diferenças religiosas. Na nova casa, eles começam a passar dificuldades com alimentos, visto que suas plantações sempre morrem. Sua humilde casa fica próximo a uma floresta, que com uma atmosfera bem elaborada, assusta só de olhar para ela.

No início do filme já acontece para mim, uma das melhores cenas de todas! A jovem Thomasin (Taylor-Joy) está brincando com seu pequeno irmão que ainda é bebê, aquelas em que você se esconde com as mãos para o bebê rir, (veja no trailer que entenderá melhor), a moça brinca por alguns instantes de “buu” quando de repente a criança some, a cena foi tão espetacularmente bem dirigida, que tudo é perfeito, a criança some no momento certo, e a expressão da atriz é maravilhosa quando não vê mais o irmão. Pouco tempo depois disso, vem outra cena incrível, a bruxa está com a criança numa caverna escura, e ela desliza seus dedos asquerosos sobre o bebê, essa cena me deu repulsa, e com ela o filme ganhou comigo mais e mais pontos!

O que acontece depois, é um filme bem feito, uma história cheia de mistérios e uma atmosfera sombria (que vagamente me fez lembrar Silent Hill). Um elemento que não posso deixar de citar claro é a cabra, assustadoramente preta, e que fala em sussurros com os filhos gêmeos da família, uma alusão óbvia ao diabo, ao pata rachada, mochila de criança, mestre do churrasco... essa cabra é tão assustadora que ela dá medo até mesmo quando não estava fazendo nada.

O filme se desenrola e acaba, tudo bem rápido, direto e preciso, não se viu exageros, apenas se viu tudo o que a história precisava, tão envolvente que passa num piscar de olhos! Uma obra que não entra para o rol dos melhores do cinema, mas que definitivamente é o que se espera de um verdadeiro e incrível filme de terror.

Mais informações:
Trailer Oficial: A Bruxa