18 de julho de 2015

Ser Único (Você se acha especial?)


Texto escrito em 2009

Já teve aquela sensação de que quando alguém gosta de algo que você gosta, aquilo deixa de ser tão interessante? Pois é pessoas, mais uma do ser humano.

Não sei muito sobre assunto, é uma sensação, uma resposta corporal... Se você tem algo a acrescentar, manda aí!

Tudo começou quando euzinho, amante de uma peculiar banda de cadeiras prateadas, descobriu que uma outra pessoa também gostava, então aconteceu! Aquilo subiu, como se não pudesse mais gostar tanto assim, como se precisasse encontrar outra banda que fosse menos popular, para gostar sozinho! Parece meio idiota? Pois eu achei mesmo!

Não há generalização, certeza que muitos não sentem isso, e por certo tem aqueles que sentem ao contrário, alguns devem ficar felizes por descobrir que certa pessoa gosta do mesmo que ela. Refletindo sobre o assunto, arrisco dizer que isso esteja relacionado a pessoa do outro lado, veja só... Se quando aquela pessoa na qual temos algum interesse em relacionamento, gostar de algo em comum a você, pode ser bem agradável, e até fazer com que gostemos mais ainda dela, mas ai se for alguém que temos uma rivalidade, ou que não gostamos da pessoa em tal aspecto, o fator de curtir algo que você também admira, faz você refletir sobre o que realmente considera bom. É um pensamento meio infantilizado eu diria.

Percebo que isso pode ser um traço de nosso egoísmo, de que queremos só para nós o que definimos como bom, um pensamento: “O chocolate é tão bom, e tão pouco, eu não deveria oferecer para ninguém, mas poxa, meus pais diziam que é correto dividir as coisas com outros, mesmo aqueles que não gostamos, mas assim, se eu comer aqui ninguém nem vai saber que eu tinha..." E assim se vai!

Será que estamos sendo mesquinhos quando pensamos assim? Socialmente é bem visto dividir as coisas, e ainda teríamos a imagem de bem educada reforçada. Então, qual é problema afinal?

Não há problema algum, querer ser único é particular de algumas situações, não aplicamos isso para tudo. Nesse egoísmo inerente para existir muitas contingências são direcionadas, como a forma que você foi educado, o que tem de empatia, a pessoa em questão, o ambiente, até mesmo sua idade... Não tenho pesquisa estatística sobre os fatos, mas acredito que todos já se viram num conflito assim, de querer algo só para você, ou de no máximo, repartir com o mínimo. O que tem haver egoísmo e vontade de ser único? A partir do fator egoísmo, geralmente, vem acompanhado essa vontade de ser especial, de ser atraente ou diferenciado, e tudo está ligado ainda mais a impressão que queremos passar para os que estão a nossa volta, uma pressão que chega até a ser social.

Se o egoísmo for determinante em dada situação, você sentirá aquilo que descrevi no início, o sapato deixará de ser tão legal por que sua amiga tem um, logo você não é mais especial, a banda deixará de ser tão legal por que sua vizinha também gosta, o status social pode também entrar em ação, como comprar uma algo caríssimo só para parecer importante... Queremos tudo para nós! Seja aquilo material (o chocolate, o sapato) ou no âmbito mais pessoal (a banda, uma vaga mais visada). Mas dar o chocolate iria fazer com que gostemos menos de nós próprios? Não, apenas faria você parecer gentil e educado, e talvez você se sentiria ótimo depois de um provável obrigado eu suponho. Tenho que pensar sobre a situação inversa, se é que existe.